sexta-feira, 6 de junho de 2008

Metade


Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda,
ainda que tristeza.
Que o homem que eu amo seja para sempre amado,
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida
e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
a uma mulher inundada de sentimento.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme
na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso,
e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste,
que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo,
a outra metade é cansaço.

Que a vida nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia
e a outra metade é canção.

Que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor
e a outra metade... também.

(Oswaldo Montenegro)

sábado, 31 de maio de 2008

Inveja


Inveja

A inveja tem máscara
Não esconde na evidência
Do terceiro olho, na clarividência
Presença que se dispara.
Estalado na cara.

Um desgosto da felicidade do outro
De possuir o alheio
Um sentimento semimorto
Do lado torto, devaneio
Caminho do esgoto.

Decompõem a essência
No desprezo e na indecência
É alegria do mal de outra pessoa
Alma em falência
Diminui a alta estima e até coroa.

A maldade é sua companheira
Inveja adora a critica
Aquela que estica
A raiva virá fronteira
Emoção sem amor que zombeteia.

Agrupada a vingança e medo fazem poupança
Compulsória disputa!
Emulação que receio chuta
Cheios de suspeitas
Acredita mesmo que não seja perfeitas.

Anna Lucia Tavares

terça-feira, 27 de maio de 2008

MEU MATO GROSSO DO SUL (Letra e Música: Carlos Marinho & Carlos Fábio)


Andando pelos quatro cantos desse nosso estado
Eu pude descobrir
O quanto a natureza é sábia e o que oferece
Pra gente sentir

Tem rios, matas, fauna e flora que nos surpreendem
A cada renascer
Do dia quando o sol levanta
Como que chamando a gente pra viver

Se ouço Helena Meireles, Zé Correia ou Zacarias Mourão
Lembro de um baile na fazenda
Sob um pé de cedro, como isso é bom

Mas se você quiser saber o quanto há de beleza
Em nosso Pantanal
Se deixe levar na poesia de Manoel de Barros
Tudo é tão real

Meu Mato Grosso do Sul
Meu canto é todo pra você
Meu canto é pra cada cidade
Pra cada poeta
Cada amanhecer.

Campo Grande - MS - Praça das Araras

Coreto de Campo Grande -MS



Jardim do coreto

Vou passear em um coreto
Lá há um encanto
A cada canto
Dizer para as flores daquele jardim
Do meu amor perfeito
Eu te prometo
Amor sem fim
Pois quem ama fala assim
Digo para as rosas e jasmim
Se bem me quer
Me queiras
E que diz besame
Eu diria e mucho mais
Bem me quer é um bom rapaz
De tudo meu amor seria capaz
Aqui faço juras de amor
Nesse coreto
Com tanta cor
Flores deste jardim
Canta agora para mim
Para que eu danço um bolero
Bem me quer te quero...

Anna Lucia Tavares

sexta-feira, 23 de maio de 2008


Fique em meu olhar
Eu só sei te amar
Amo te amar
E é enfrente ao teu olhar
Que vou dançar
Para te provocar
E por mim se apaixonar
Fique por perto
Sem você minha
Vida é um deserto.
Anna Lucia Tavares